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Manifesto

O TIL parte para nova temporada na eminência de fechar portas

O TIL - Teatro Infantil de Lisboa, é uma companhia profissional com 39 anos de trabalho contínuo, que granjeou prestígio junto do público, fidelizando ao longo de décadas estabelecimentos de ensino, instituições, famílias, gerações, prestando um serviço incansável de indiscutível importância e qualidade à comunidade.

A partir de 2009 perdeu o apoio sustentado da DGARTES que, apesar de irrisório, tinha o seu peso na actividade da companhia. Com a perda deste apoio, a companhia iniciou um percurso difícil, tanto a nível das suas produções teatrais, como na manutenção da sua equipa, tentando sempre manter a sua estética e qualidade, pois quem nos visita merece de nós esse cuidado e dedicação.

A situação tem vindo a agravar-se, sobretudo a partir de 2012, com o aumento do IVA (absorvido pela companhia) e a considerável diminuição de público, tanto familiar como escolar, por via da crise económica do país. A procura de apoios e patrocínios tem sido uma prática frequente nestes últimos anos mas, na maioria, sem sucesso efectivo.


Confrontados com uma drástica redução na afluência de público, que ameaça liquidar todo o nosso esforço e trabalho de tantos anos e pondo fim a uma companhia de referência nacional, quisemos abrir portas, dando a conhecer aos nossos seguidores, amigos, fãs, público, a situação em que nos encontramos.

Somos uma companhia sem um espaço próprio, que reside atualmente no Teatro Armando Cortez/ Casa Do Artista, desde 2004, contado sempre com o apoio de uma equipa de profissionais extraordinária. Actores, criativos, técnicos, produção, que de uma forma incansável, se têm dedicado e empenhado nas dezenas de produções que o TIL tem criado. Os seus postos de trabalho estão em causa, desenvolvendo graves problemas sociais e familiares.

Fazemos parte de um sector na área teatral (teatro infanto-juvenil) quase sempre ignorado e desprezado pelos detentores de poder, que têm recusado aceitar o quão importante é para a formação e desenvolvimento da camada mais jovem da população, a existência de projectos como os do TIL.

Formamos gerações. Hoje fazemos teatro para os filhos daqueles que foram o nosso primeiro público.

Vivemos numa sociedade frenética e desatenta ao que se passa na porta ao lado, comandada por comandos à distância, por quem não vê, nem quer ver quem trabalha arduamente no terreno pela construção de um futuro culturalmente mais rico.

Somo nós artistas e criativos que damos vida à própria vida. Será isto crime?  

Ao nosso público pedimos as nossas desculpas: o “espectáculo” poderá ser interrompido por motivos alheios à nossa vontade.

Pelo Teatro Infantil de Lisboa