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DESTINATÁRIOS

Atores; Estudantes de teatro.
(máximo 25 pessoas)

 

CALENDARIZAÇÃO

De 4 a 18 de maio

Sádados das 09h às 13h

 

VALOR

80,00€ (12h divididas por 3 sessões de 4 horas)
Após a obtenção do nº mínimo de participantes (10 pessoas), a inscrição só fica efectivada com o pagamento do valor total.

 

➡ PARA SE INSCREVER, CLIQUE AQUI. ⬅

 

INFORMAÇÕES

218 860 503 | m.joaovieira@til-tl.com

 

LOCAL

Teatro Armando Cortez

Laboratório de Teatro Físico

No seguimento do acolhimento da Cia Boto-Vermelho (Brasil), será realizado de 4 a 18 de maio um Laboratório de Teatro Físico, dirigido pelo encenador Ricardo Schöpke. Saiba mais e inscreva-se!

 «O ator deve ser capaz de construir sua própria linguagem psicoanalitica de sons e gestos, da mesma maneira que um grande poeta cria a sua linguagem própria»

Jerzy Grotowski

Sobre Laboratório de Teatro Físico

Laboratório de teatro físico que trabalha sobre a interpretação do ator; através dos estudos dos “métodos” do dramaturgo e encenador Jerzy Grotowski denominado: Via Negativa.

A Via Negativa é justamente um princípio da negação de um método fechado na construção do espetáculo teatral. Não existem formas fechadas, e sim uma prática especial; um “método” diferenciado de pesquisa e treinamento.  O ator é um ser que estará sempre em busca de um caminho; este é o processo; a busca do caminho; e não o seu final. A técnica da Via Negativa é justamente indutiva (eliminação) e não dedutiva (acumulação de habilidades). “O ator precisa empreender um ato de auto-penetração; que se revela e sacrifica o mais íntimo de si mesmo - o mais doloroso; aquilo que não é apreendido pelos olhos do mundo - deve ser capaz de manifestar o mínimo impulso. Deve ser capaz de expressar através do som e movimentos; aqueles impulsos que vagueiam na linha limite do sonho e da realidade”.

No laboratório iremos abordar o método das ações lógicas e físicas de Stanislaviski; onde o ator precisa construir todo o universo da personagem a partir de estímulos de ações físicas verdadeiras e externas; e de toda uma lógica do viver as situações reais da personagem; e não do imitar ou representar. Stanislaviski foi um dos maiores pilares de sustentação das idéias desenvolvidas por Grotowski no seu Teatro Laboratório; e era considerado o seu pai espiritual. Grande parte dos estudos de Grotowski foram inspirados e desenvolvidos nas questões abordadas por Stanislaviski: a imaginação e suas invenções, o semágico, as circunstâncias dadas, as unidades, os objetivos, o senso de verdade, de fé, o tempo ritmo-interior, a lógica e a continuidade.

A oficina O Teatro Indutivo de Grotowski pretende esmiuçar de uma “forma” prática e objetiva o fundamental diálogo entre dois dos maiores encenadores e pensadores de teatro no século XX.

 

Sobre RICARDO SCHÖPKE

Diretor artístico da premiada Cia Boto-Vermelho, onde exerce as funções de produtor, ator, encenador, cineasta, diretor de arte, cenógrafo e arquiteto de luz. A Cia conta com um total de 32 prêmios nacionais (Coca-Cola, Mambembe, Isnard Azevedo, Blumenau, FETAERJ, ente outros). No teatro, Schöpke atuou e produziu em Dispare de Roger Mello, João por um Fio de Roger Mello, Acrobatas de Tankred Dorst,  Caminhos de João Brandão – Remix de Carlos Drummond de Andrade, Sonho de uma Noite de Verão de William Shakespeare, Ah, Cambaxirra se eu Pudesse de Ana Maria Machado, Curupira, de Roger Mello, Um Pequeno Príncipe de Regina Schöpke e Mauro Baladi, O País dos Mastodontes de Roger Mello, Uma História de Boto-Vermelho, de Roger Mello, entre outros. Na dança produziu o espetáculo Já não Penso mais em Ti; da Cia Márcia Rubin. Recebeu o prêmio Coca-Cola de melhor coreografia por Sapatinhos Vermelhos. Foi indicado ao prêmio Mambembe de melhor diretor e ao prêmio Isnard Azevedo de melhor iluminação por Curupira. Foi nomeado para o prêmio Coca-Cola de melhor produção por Sapatinhos Vermelhos e ao prêmio Paschoalino de melhor iluminação por Acrobatas. Foi considerado pelo jornal O Globo como um dos cinco melhores atores de teatro em 1994, pelo seu trabalho em O País dos Mastodontes. Ricardo foi enviado especial e crítico de teatro infantil e juvenil do JORNAL DO BRASIL, foi planificador internacional da FITA - Festa Internacional de Teatro de Angra -, e jurado do FATE 2010. Foi consultor, crítico, orador e mediador, durante 8 anos, do PEQUENO GRANDE ENCONTRO DE TEATRO PARA A INFÂNCIA E JUVENTUDE (PGE) de Curitiba; é consultor e crítico, há 4 anos, do FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO INFANTIL DE FEIRA DE SANTANA (FENATIFS), e há 2 anos do FESTIVAL DE TEATRO INFANTIL DE CASCAVEL (FESTIN). Atualmente é Presidente da organização RENATIN Rio de Janeiro, está a organizar o catálogo do MAPEAMENTO DO SETOR DAS ARTES CÊNICAS PARA A INFÂNCIA E JUVENTUDE NO BRASIL, criou a REDE BRASIL DE MAPEAMENTO, hoje na sua 1a edição, e a FEIRA DA AMÉRICA LATINA DE TEATRO PARA A INFÂNCIA E JUVENTUDE (FALTIJ). Schöpke é também editor de teatro e crítica no ALMANAQUE VIRTUAL DA UOL do Rio de Janeiro e São Paulo.